Sobre desapego.

Texto publicado em 17/abril/15, no Portal Meu Bairro.

Olá pessoal!

Hoje o assunto é Moda Sustentável (adoroooo). Sustentabilidade é uma das minhas bandeiras e não é de hoje. Venho de uma família com hábitos bastante saudáveis sobre o tema, o amor e o respeito à natureza, ao outro, a nós mesmos. E em relação às vestimentas, a equação não era diferente:

[Pais criativos + grana contadinha = moda sustentável]*

*leia-se: além das roupas compradas novas, usávamos muitas roupas feitas pela vó, pelo pai; customizadas pela mãe; doadas por primos. E assim que deixassem de servir, elas seguiam viagem com a missão de fazer bem a outras pessoas. A prática do desapego sempre esteve presente.

Se antes o reaproveitamento e customização de roupas era coisa de quem não tinha grana sobrando, hoje cada vez mais a moda sustentável ganha novos adeptos. Esse estilo de vida sustentável tem muito mais a ver com consciência do que com questão financeira. Você pode até visitar brechós, num primeiro momento, porque precisa poupar dinheiro, mas provavelmente manterá esse hábito por outros motivos.

Para quem tem esse hábito, o desapego é algo um pouco mais fácil de praticar. Perceba que escrevi “um pouco mais fácil”. Tenho dúvidas se existe mesmo alguém com uma mega facilidade de desapegar-se.

Cada peça de roupa que possuímos tem uma história, foi adquirida em um momento específico e traz um significado, ou seja, cada peça possui uma energia e mesmo aquelas que não nos trazem boas lembranças podem se transformar. É preciso fazer a energia girar, transformar energia parada ou negativa em positividade e a melhor forma é praticando o desapego. Desapegar-se é algo profundo e corajoso. É preciso muita coragem para aliviar a bagagem que carregamos.

estilando.-troca-troca

Para muitas pessoas não é apenas abrir o guarda-roupas, tirar de lá algumas peças e deixá-las ir. É abrir o guarda-roupas, reviver sentimentos, trazer lembranças, sentir que é preciso mudar, optar pela mudança, sair da zona de conforto, praticar de fato a solidariedade e deixar a transformação acontecer. Dramático? Às vezes até mais do que se imagina. Dentro dessa “caixa” há presentes recebidos de alguém muito especial, há acessórios que fazem lembrar de momentos importantes, há as primeiras roupinhas do filho que hoje já deu-lhe netos, há o vestido usado no primeiro encontro com o amor da tua vida, há memórias.

A primeira coisa há fazer é usar o lado racional, entender (e isso leva um tempo pessoal e indeterminado para acontecer) que abrir mão de coisas não apaga lembranças, não diminui a importância que dispensamos a elas, mas certamente alivia a vida. Trocar uma peça em desuso por um sorriso de quem a recebeu, supera qualquer desconforto inicial que o desapego possa provocar. Talvez seja preciso um empurrãozinho, um esforço e até algumas lágrimas na primeira vez, mas estou certa de que a sensação de estar fazendo o bem despertará a vontade de fazer mais e mais.

Isso é renovação, é libertação. Temos uma forte tendência a ser acumuladores e controlar isso nos torna fortes.

Temos na ponta da língua muitas justificativas para manter tudo como está, mas temos tantas ou mais para mudar. Suas roupas não andam sozinhas. Tome a iniciativa. Abra agora! Abra a sua alma, seu armário, seu coração e renove-se!

Até a próxima e Muita Luz!

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